V SIMPÓSIO INTERNACIONAL REFLEXÕES CÊNICAS CONTEMPORÂNEAS

22
Fev

V SIMPÓSIO INTERNACIONAL REFLEXÕES CÊNICAS CONTEMPORÂNEAS 

O Simpósio Internacional Reflexões Cênicas Contemporâneas é um evento integrante da Jornada Internacional Atuação e Presença, que em 2016 encontra-se em sua quinta edição. Esse evento tem como ponto aglutinador a reflexão cênica contemporânea: a partir dessa questão ampla e central, geram-se temas diários de relevância para a discussão cênica na atualidade, com o intuito de balizar e problematizar o debate a partir do foco escolhido. 

A partir desse ano teremos apresentações das comunicações aprovadas pela Comissão Artística e Científica da Jornada, no período entre 14h e 18h. No período noturno, entre 18h15 e 22h,  as atividades serão divididas em duas partes: 

1. Para a primeira parte do simpósio – entre 18h15 e 19h30 – são convidados pesquisadores acadêmicos, artistas de notório saber ou grupos para realizar a discussão e problematização de seus processos criativos e técnicos ou realizar Conferências Magnas sobre o tema do dia. O foco aqui não é, de forma alguma, a apresentação de um espetáculo ou cena pronta, mas a demonstração prática, teórica, ou prático-teórica de questões relevantes relativas ao processo criativo singular do convidado ou ainda a explanação conceitual e crítica do foco da discussão destacado no dia.  

2. Depois de um intervalo ocorre a segunda etapa – entre 20h e 22h – com a mesa de debates composta por dois doutores convidados e um doutor mediador. Cada convidado tem de 20 a 30 minutos para expor suas reflexões sobre o tema proposto. Após e exposição convida-se o artista-pesquisador, grupo do dia ou conferencista para compor a mesa e, então, o mediador faz uma pergunta comum para todos. Depois de responderem, abre-se para um debate com o público presente. Cabe ressaltar que essa formatação é apenas uma proposição. Sugere-se ao mediador, para além de apenas se atentar a organização temporal, ser proativo no sentido de propor, se desejar, outras formas, dinâmicas e transgressões. 

Um ótimo apetite, intelectual, crítico, artístico e poético a todos!


PROGRAMAÇÃO 

Data: 22, 23, 24 e 25 de fevereiro de 2016 

14h às 18h | Apresentação das comunicações
local: Ciclo Básico II - UNICAMP - salas: PB03, PB04, PB05, PB06* - Rua Sérgio Buarque de Holanda, 850

18h15 até 22h | Ações artísticas, palestras e debates
local: Auditório do Instituto de Artes - IA - UNICAMP - Rua Elis Regina, 50 - Cidade Universitária “Zeferino Vaz”



➤ Dia 22/02/2016 | CORPO E PROCESSOS DESCOLONIAIS

A colonialidade, em diversos países, implementou a extração dos recursos naturais, a exploração através da conquista e controle de terras, a escravidão e a divisão de raças. Mais do que isso, houve um controle do conhecimento e da subjetividade, que foi emaranhada na questão da modernidade/colonialidade levando a uma geografia do conhecimento específica e a um controle da existência. Esse controle do conhecimento e da subjetividade atua em várias instâncias. Há diferenças epistêmicas em termos de entendimento do mundo que aparecem em cosmogonias, narrativas, saberes e práticas. Interessa-nos discutir questões sobre o pós-colonialismo e o descolonialismo a fim de pensar a prática e a arte da cena no Brasil.

Palestrantes: Jean Grahan-Jones (EUA) 
Mesa de Debates: Verônica Fabrini (UNICAMP) e Eduardo Mendieta (EUA) 
Mediação: Raquel Scotti Hirson (LUME)

➤ Dia 23/02/2016 | DESMONTAGEM 
Esse dia tem como objetivo problematizar o conceito de desmontagem. Serão apresentados processos criativos que explicitam, num só tempo, uma forma estética que contempla os caminhos da pesquisa do artista, expõe-se os modos de produção, as metodologias e conceitos de suporte da criação. Uma desconstrução de processos artísticos no qual revela-se os conteúdos imbricados no modo de fazer do artista. Desnuda os pontos de partida, seus desvios de rota e sua construção processual.

Processos: Tânia Farias - Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e Teresa Ralli - Grupo Cultural Yuyachkani (Peru) 
Debatedoras: Ana Cristina Colla (LUME) e Mara Lucia Leal (UFU)

➤ Dia 24/02/2016 | CORPO EM ARTE E POLÍTICA

Essa mesa pretende discutir a ideia do corpo como uma construção social, como uma realidade inacabada que não existe enquanto uma entidade autônoma e autossuficiente, mas que é constituído e afetado a todo instante pelos acontecimentos sociais, culturais e políticos que o cercam. Como, então, pensar esse corpo em sua dimensão fenomenológica, corpo próprio, corpo vivido, corpo que sou eu? Como que essa dimensão pode se relacionar com a dimensão coletiva do corpo? E como a arte contribui para a construção/experimentação desse corpo paradoxal?

Palestrante: Miguel Rubio Zapatta - Grupo Cultural Yuyachkani (Peru) 
Mesa de Debates: Charles Feitosa (UNIRIO) e Ruy Filho (Editor da Revista Antro Positivo)
Mediação: Renato Ferracini (LUME)

➤ Dia 25/02/2016| DANÇA E PERFORMATIVIDADE

Poderíamos ler em Feral que Performer, quer seja num sentido primeiro “de superar ou ultrapassar os limites de um padrão” ou ainda no sentido de “de se engajar num espetáculo, um jogo ou um ritual”, implica ao menos em três operações, diz Schechner. 1. ser/estar (“being”), ou seja, se comportar (“to behave”); 2. fazer (“doing”). É a atividade de tudo o que existe, dos quarks aos seres humanos; 3. mostrar o que faz (“showing doing”, ligado à natureza dos comportamentos humanos). Este consiste em dar-se em espetáculo, em mostrar (ou se mostrar). Essa performatividade que foca o primado da cena na ação e no processo de abertura de seu processo de feitura, enquanto uma ontologia da ação em ato, de certa forma, define a performance. Esse dia será dedicado a como alguns trabalhos de dança pensam seu fazer a partir desse território performativo. 

Processos: Holly Cavrell (UNICAMP) e Ligia Tourinho (UFRJ) 
Debatedoras: Ana Clara Cabral Amaral Brasil (LUME) e Tania Alice Feix (UNIRIO)


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