• 2015

    2015, três décadas

    Em 2015 o LUME Teatro comemora seu “Jubileu de Pérola”: 30 anos de atividades teatrais! O ano começa com a estréia do espetáculo “Pupik-Fuga em 2”, parceria de Naomi Silman com a atriz israelense Yael Karavan. Em abril deste ano o LUME realiza o evento “LUME 30 anos em 30 horas!”, com 30 horas ininterruptas de programação artística na sede do grupo, em Barão Geraldo.  


  • 2014

    2014, vôo para mais de 20 mil pessoas 

    O mês de julho de 2014 marca o início das comemorações dos 30 anos do LUME, com a realização da grande intervenção ao ar livre “Perch: uma celebração de voos e quedas”, parceria internacional do LUME Teatro com grupos da Austrália e Escócia, que reuniu mais de 200 artistas, entre eles duas orquestras sinfônicas, e trouxe para o centro de Campinas um público de mais de 20 mil pessoas.


  • 2013

    2013, parceria e estréia solo

    O LUME inicia parceria internacional com o Conflux, da Escócia, e o Legs on the Wall, da Austrália, para a criação de um espetáculo coletivo entre os três países. No mesmo ano realiza uma prévia do espetáculo “Perch”, no Largo do Rosário, em Campinas-SP. Em novembro de 2013 a atriz Raquel Scotti Hirson estréia o solo “Alphonsus”, com direção de Ana Cristina Colla, baseado nas memórias do bisavô, o poeta simbolista Alphonsus de Guimaraens.  


  • 2012

    2012, Os Bem-Intencionados

    Em parceria com a dramaturga e diretora Grace Passô, do grupo Espança-MG, o LUME estreia o espetáculo “Os Bem-Intencionados”, com os sete atores do grupo. O espetáculo fica em cartaz em São Paulo no Sesc Pompéia e no espaço União Fraterna, arrebatando público e crítica. A partir deste ano, “Os Bem-Intencionados” viaja pelos principais festivais de teatro do país, passando por Curitiba-PR, Salvador-BA, Belo Horizonte-MG, Rio de Janeiro-RJ e São José do Rio Preto-SP.


  • 2010

    2010, primeiro filme

    Os atores do LUME gravam o primeiro curta-metragem. Dirigido por Júlio Matos, do Laboratório Cisco, eles representam personagens de um grupo de música romântica chamada Os Bem-Intencionados.

    2010, voo em conjunto

    Para comemorar os 25 anos de fundação, o LUME convida dezenas de artistas e grupos de Barão Geraldo para a montagem coletiva “Sonho de Ícaro”, apresentado com sessão extra em 31 de janeiro de 2010, no Sesc-Campinas, com mais de 70 artistas em cena. O espetáculo abre o VIII Feverestival – Festival Internacional de Campinas e é apresentado em duas sessões para um público de mais de 1 mil pessoas.


  • 2009

    2009, da velhice à infância 

    Ana Cristina Colla estreia o primeiro solo, “Você”, continuando a parceria do LUME com Tadashi Endo, em que revive memórias da infância e juventude.

    É realizada a primeira edição do projeto CASA LUME, em parceria com o SESC no Festival de Palco Giratório de Porto Alegre (link para CASA LUME).


  • 2008

    2008, filmagens

    Quatro espetáculos do LUME são gravados em vídeo: “Shi-Zen, 7 Cuias”, Kelbilim” – o Cão da Divindade”, Cravo, Lírio e Rosa” e “O que seria de nós sem as coisas que não existem”, pelo Laboratório Cisco, de Campinas, lançados em DVD, com patrocínio da Petrobras nos gravamos os DVDS em 2008, não em 2006. 


  • 2007

    2007, última noite de Kafka 

    Ricardo Puccetti em novo solo, “Kavka” - Agarrado num Traço a Lápis, com direção de Naomi Silman, sobre a última noite de Franz Kafka COM apoio do PROAC E FICC (dados com Cynthia).


  • 2006

    2006, de volta à mímesis 

    Os quatro atores de “Café com Queijo” voltam à cena com “O que seria de nós sem as coisas que não existem”, dirigidos pelo ítalo-argentino Norberto Presta. O espetáculo é baseado nas histórias e nas ações físicas e vocais de velhos operários da Fábrica de Chapéus Cury, de Campinas. 

    Carlos Simioni faz o segundo solo, “Sopro”, baseado na Dança Pessoal e dirigido por Tadashi Endo. A montagem foi feita em coprodução do Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil.


  • 2005

    2005, 20 anos 

    O LUME comemora duas décadas com a apresentação dos 13 espetáculos do repertório, viajando para diversos lugares do Brasil e no Exterior e trazendo mestres internacionais como Leris Colombaioni.


  • 2004

    2004, estreia e indicação a prêmio

    A atriz Naomi Silman estreia o espetáculo solo de palhaço ”O Não-Lugar de Ágada-Tchainik”, com direção da canadense Sue Morrison.

    “Shi-Zen, 7 Cuias” é aclamado no Festival Internacional de Edimburgo e indicado a três categorias do Prêmio Shell.


  • 2003

    2003, butô

    “Shi-Zen, 7 Cuias”, que reúne os sete atores do LUME e tem direção de Tadashi Endo, tem pré-estreia no Espaço Cultural Semente, em Barão Geraldo, e estreia oficialmente no MAMU Festival, na Alemanha.

    Naomi Silman viaja ao Canadá para aprofundar o trabalho com a clown Sue Morrison.

    O LUME realiza pela primeira vez o projeto Cursos de Fevereiro (link), em que os atores do grupo trabalham durante um mês na transmissão das técnicas desenvolvidas pelo LUME, em sua sede, em Barão Geraldo. O projeto atrai artistas de diversas partes do Brasil e do mundo para o distrito, o que motiva a criação de um festival de teatro, o Feverestival (link), e de uma série de atividades na sede chamada Terra LUME (link para a página dos cursos de fevereiro).


  • 2002

    2002, Tadashi Endo

    Mais um nome importante da dança butô vem ao Brasil a convite do LUME. Tadashi Endo, discípulo de Kazuo Ohno, traz o espetáculo “MA” para Campinas e começa uma das parcerias mais frutíferas para o grupo, rendendo o primeiro espetáculo juntos, “Shi-Zen, 7 Cuias”, no ano seguinte.


  • 2000

    2000, moradores de rua

    Após dois anos de pesquisa sobre o universo do corpo em estados de trauma e unindo as pesquisas de Dança Pessoal e Mímesis Corpórea, Raquel Scotti Hirson e Ana Cristina Colla (atrizes) montam “Um Dia...”, dirigidas por Naomi Silman.


  • 1999

    1999, colcha de retalhos 

    Ana Cristina Colla, Jesser de Souza, Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini voltam à mímesis corpórea para encenar “Café com Queijo”, em que vivem tipos encontrados em viagens à Amazônia. O espetáculo ganhou em 2009 o ProAc (Programa de Ação Cultural) de circulação pela Secretaria de Estado da Cultura e foi apresentado em cidades do Interior. 

    A convite do LUME, a palhaça canadense Sue Morrison vem ao Brasil para desenvolver a pesquisa “O Clown Através da Máscara” com o grupo.


  • 1998

    1998, espaços não convencionais 

    Os sete atores do grupo vão para praças e avenidas das cidades com “Parada de Rua”, espetáculo que contou com direção de Kai Bredholt, do Odin Teatret, tornando-se um dos espetáculos mais rodados do grupo. Muitas vezes, as viagens com a Parada foram acompanhadas de "trueques" – trocas com a comunidade local com base na música e canto (com link para o item TRUEQUE).


  • 1997

    1997, uma inglesa na trupe

    Chega ao Brasil a atriz Naomi Silman, que entra oficialmente para o LUME no ano seguinte. Nascida em Londres e formada pelo Goldsmith’s College, ela viveu em Israel e França antes de vir para o País.

    No mesmo ano, Ricardo Puccetti estreia o espetáculo de palhaço “La Scarpetta (Spettacolo Artístico)”, dirigido pelo grande palhaço italiano Nani Colombaioni. 

    O LUME viaja novamente à Amazônia e da pesquisa de campo surgirá o espetáculo “Café com Queijo”, dois anos depois.

    A convite do LUME, a dançarina de butô Anzu Furukawa vem ao Brasil e monta com o grupo “Afastem-se Vacas que a Vida é Curta”, baseado no romance “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel Garcia Marques.


  • 1996

    1996, Carolino e Teotônio 

    A dupla de palhaços Carolino (Carlos Simioni) e Teotônio (Ricardo Puccetti volta aos palcos com “Cravo, Lírio e Rosa”, apresentado em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraíba, Brasília, Paraná, Ceará, Bahia, Espanha, Finlândia, Itália, Egito, Israel, Equador, França e Estados Unidos.

    O LUME traz ao Brasil a mestra de butô Anzo Furakawa, que dirige o grupo em “Afastem-se Vacas que a Vida é Curta”, fora de cartaz.


  • 1995

    1995, morre Burnier

    Luís Otávio Burnier morre aos 38 anos de idade, de infecção generalizada. “A vida nossa não é senão o lapso de tempo que nos é dado para depositarmos o nosso dom. O meu Luís o fez, e com que desprendimento e generosidade, na alegria e na singeleza”, escreveu Rogério, pai do ator.

    Sem o seu mestre, os atores do LUME decidem seguir adiante, desenvolvendo novas técnicas e espetáculos.

    Ricardo Puccetti estreia o solo “Cnossos”, uma espécie de poema sobre a solidão humana inspirado na mitologia do Minotauro e do Labirinto de Creta. O espetáculo traz elementos da Dança Pessoal, técnica desenvolvida pelo LUME e da dança butô. 

    Os atores Jesser de Souza, Raquel Scotti Hirson, Ana Cristina Colla, Renato Ferracini, Ana Elvira Wuo e Luciene Pascolat encenam “Contadores de Estórias”, espetáculo apresentado na sede do grupo, na Vila Santa Isabel. 

    O LUME estreou ainda: “Anoné”, com direção de Carlos Simioni, e “Mixórdia em Marcha-Ré Menor”, dirigido por Ricardo Puccetti. 


  • 1994

    1994, núcleo de pesquisa

    O LUME passa a ser reconhecido pela Unicamp como Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais e ganha sede na Vila Santa Isabel, em Barão Geraldo.

    Burnier defende a tese de doutorado pela PUC-São Paulo “A Arte de Ator - da Técnica à Representação”, orientado por Norval Baitello Jr., na qual sintetiza os dez anos de prática com o LUME. A tese é publicada em livro, pela Editora Unicamp, em 2002, com reedição em 2009.


  • 1993

    1993, chegam mais atores

    O LUME orienta uma turma de 11 formandos em artes cênicas pela Unicamp que viaja ao Norte e Nordeste do Brasil colhendo histórias, movimentos e expressões do povo para espetáculo de formatura que se chamou “Taucoauaa Panhé Mondo Pé”. Eram eles: Eram eles: Ana Cristina Colla, Ana Elvira Wuo, Andréa Ghilardi, Fábio Leirias, Fátima Cristina Moniz, Gabriel Braga Nunes, Jesser de Souza, Katherine Nakad Chuffi, Marli Marques, Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini.

    Desde então, quatro atores passaram a integrar o LUME: Ana Cristina Colla, Jesser de Souza, Raquel Scotti Hirson e Renato Ferracini. A atriz Ana Elvira Wuo também fez parte do LUME até 1997, assim como Luciene Pascolat, que ajudou a orientar os formandos.


  • 1992

    1992, palhaços

    Burnier, Simioni e Puccetti estreiam “Valef Ormos.”, espetáculo de palhaços que resultou da pesquisa Clown e o Sentido Cômico no LUME.


  • 1991

    1991, intercâmbio internacional

    Além do Odin Teatret, o LUME realiza trabalho com a coreógrafa e dançarina de butô Natsu Nakajima, que foi discípula de Tatsumi Hijikata e Kazuo Ohno. O resultado da parceria é o espetáculo “Sleep and Reincarnation from Empty Land”, apresentado no extinto Festival Internacional de Teatro de Campinas (FIT). A convite do LUME, Natsu voltaria mais duas vezes ao Brasil.


  • 1988

    1988, o primeiro espetáculo

    Estreia “Kelbilim, o Cão da Divindade”, solo de Carlos Simioni, com direção de Burnier e direção musical de Denise Garcia. Trata-se do primeiro espetáculo que utiliza a Dança Pessoal, técnica de representação criada e desenvolvida pelo LUME.

    No mesmo ano, chega o segundo ator do LUME, Ricardo Puccetti, que introduz a pesquisa da arte do palhaço no núcleo por meio da pesquisa Clown e o Sentido Cômico do Corpo e realiza, com Burnier e Simioni, os Retiros de Clown, que consiste na iniciação de atores ao palhaço, cuja primeira edição acontece em 1989.


  • 1987

    1987, Odin Teatret

    A convite do LUME, o grupo dinamarquês dirigido por Eugenio Barba, amigo de Burnier e criador do conceito da antropologia teatral – uma ciência que estuda o comportamento do ser humano em situação de representação, por meio da utilização extra-cotidiana do corpo –, vem pela primeira vez ao Brasil. É quando começa a colaboração efetiva entre o Odin e o LUME.


  • 1985

    1985, fundação do LUME

    No ano anterior, o ator Carlos Simioni vem de Curitiba (PR), com então 26 anos de idade, para trabalhar com Burnier, depois de fazer um curso intensivo com ele, na Escola de Arte Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Simioni pede para ser seu discípulo e ouve de Burnier que o trabalho duraria, no mínimo, 20 anos. 

    Depois de viagem com sua esposa Denise e Simioni para a região do Urucuia, Norte de Minas Gerais, Burnier funda o LUME, inicialmente Laboratório Unicamp de Movimento e Expressão, em 11 de março do mesmo ano. Ao vincular-se ao Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde Burnier era professor no Departamento de Artes Cênicas, o grupo encontra condições de infraestrutura para desenvolver pesquisas sobre técnicas do ator.